Wednesday, March 28, 2007

Stress!

Lendo a maioria dos blogs de meus conhecidos companheiros de faculdade fico me sentindo uma tapada. Isso mesmo, uma tapada! Fico até pensando se eu escolhí o caminho certo...adoro jornalismo; acho a profissão mais bacana do mundo. Formadores de opinião! Bela droga, se a cada dia que passa eu me sinto mais medíocre, menos capaz. Tô muito irritada com essa minha falta de noção sobre as coisas, e falta de redação boa...queria escrever coisas que motivassem os outros; que fizessem as pessoas dizererem: "Poxa, que bacana! Como ela escreve bem...mudou a minha vida!"...tá bom, isso é realmente um pouco utópico, mas quanto mais leio os textos dos outros, menos vontade tenho de ler os meus próprios. E, não, eu não confete, pessoas! Eu só gostaria de ter mais certeza que estou no caminho certo...

Monday, March 26, 2007

...make a wish, take a chance, make a change...

Quando começamos a arrumar as coisas para mudar de casa, junto com as tralhas que desenterramos, desenterramos também as lembranças. Nem eu sabia que tinha tantas coisas, que me lembravam tantos momentos importantes da minha vida! Hoje, ao desocupar os armários, me deu um aperto no peito; livros, apostilas, brinquedos, roupas, sapatos, cartas...quanta coisa que faz parte do que eu sou! Algumas delas foram para caixas, e continuarão fazendo parte da minha vida, mesmo que escondidas num canto de armário, outras foram para o lixo, e levaram com elas um certo pedaço de mim.
Quem vive de passado é museu, mas tem dias que eu gostaria de recolher todos meus lixos e alugar um apartamento só pra eles, pra qdo eu quisesse lembrar de alguma coisa, de como eu fui, de quem estava presente, eu poder ir até lá...mas eu me apegaria demais a isso e viveria literalmente de passado. Quer metáfora mais clichê pra fechamento de ciclo do que mudar de casa? Uma porta se fecha, outra se abre. E o passado fica lá...encaixotado, ensacado...mas se não fosse assim, alguém conseguiria andar pra frente? O medo de que as coisas não sejam como já foram um dia, não iria falar mais alto do que as vontades, objetivos, desejos?


É preciso arriscar, mudar...e é exatamente por isso que as lembranças são só lembranças, e não podemos voltar até elas, não podemos tocá-las. Mesmo assim, podemos recorrer à elas sempre que a insegurança quiser entrar pela porta nova que se abriu, mas só se for pra pensar que tudo foi muito bom, mas que pode ser ainda melhor! I'll make a wish, take a chance, make a change and break away!

Thursday, March 22, 2007

Amoooo!

Não é lindo?

Friday, March 16, 2007

Entendam!

Sabe aquela sensação de bater sempre na mesma tecla? Você e todo mundo ao seu redor? Tentamos expor nossos pontos de vista e as pessoas permanecem não entendendo. Amizade é uma coisa muito difícil...talvez seja mais difícil do que namorar; não se tem as mesmas obrigações, não se tem a mesma ligação mas se tem amor, sim! É um amor diferente, mas sincero...acredito que a questão de afinidade não se escolhe...tem pessoas que são amigas porque o destino quis assim, e se descobrem muito semelhantes, concepções de vida iguais, maneiras de ver o mundo e lidar com as coisas e problemas, parecidas. Isso é normal! Mas não quer dizer que todos os amigos precisem ser iguaizinhos, podemos ter amigos diferentes de nós, com quem nos divertimos, dividimos as coisas. Ia ser uma chatice se todo mundo fosse igual...mas nesse tipo de sentimento não se manda (aliás, em qual tipo de sentimento se manda?)! Perder um amigo, mesmo que metaforicamente, é uma dor enorme...mas ninguém está perdendo nada nesse caso. Só porque alguém é diferente de você e tem outros amigos, não quer dizer que esse alguém não se importe, não pense em você, não ame você da sua maneira...pessoas, entendam: pra ser amigo não precisa estar o tempo inteiro junto, não precisa fazer trabalho de faculdade junto...precisa de boa vontade para entender o lado do outro (ou no caso, dos outros) e querer continuar amigo, mesmo assim!




E lá fui eu bater na mesma tecla mais uma vez...ai Deus, dai-me inspiração e paciência para ser menos repetitiva! =)

Thursday, March 15, 2007

Me vê um café?


Ontem enquanto eu esperava no metrô, perto de um quiosque da Nestlé, escutei uma senhora pedindo um café: "Me vê um expresso vanilla descafeinado, por favor...ah, é com alpino, viu!?". Fiquei pensando no porquê do uso de tantas palavras pra pedir um simples cafézinho; é uma complicação, e existem tantos tipos que até confunde...no final o gosto base não é sempre o mesmo? O gosto de café...tudo bem, cada um tem direito de pedir o tipo de café que mais gosta, mas acho que isso é uma metáfora para a complexidade do mundo moderno; o que era um simples "me vê um café?", virou um pedido com quatro tipos de exigências diferentes para ficar mais ao gosto do freguês, mais "personalizado"...imagina para pedir um prato em um restaurante, uma roupa mais parecida com você em uma loja, para avaliar os currículos que chegam depois de pedir para um site de RH que enviem candidatos para a vaga? As exigências aumentam a cada dia, as pessoas se tornam mais críticas e ao mesmo tempo menos qualificadas para as coisas...inclusive para escolher presidente, prefeito, governador, vereador, deputado...por que para esse tipo de escolha qualquer café tá bom, e não se exige um capuccino expresso com chantily e canela? Irônico...mais cuidado para escolher o café do que para escolher nossos representantes...

Wednesday, March 14, 2007

Que morram...

A cada dia que passa eu me sinto mais intolerante; com as pessoas, as diferenças, as injustiças do mundo...preciso começar a repensar em tudo que já passei na vida (não que seja um infinito de coisas, mas dá pra fazer uma certa reflexão), a repensar no que realmente vale a pena...os seres humanos são a espécie mais absurda e estranha que existe no universo, eu estou me incluindo nessa estranheza; queria ser diferente em milhões de aspectos, queria desgotar menos de uns, entender um pouco mais os outros...percebam que quando eu digo que me irrito com 97% das pessoas do mundo, não estou dizendo que eu me basto. Muito pelo contrário, percebo a cada momento de raiva, ódio, desespero, enfim, intolerância com qualquer coisa que seja, que eu preciso das outras pessoas, preciso muito. Até mesmo para que elas me mostrem que dá para ser diferente, que eu tenho como me tornar uma pessoa melhor e mais paciente...mas se tem uma coisa que eu não SUPORTO é bobeira, de qualquer tipo, aí sai de baixo, porque não há uma alma que colocará calma e ânimo em minha mente perturbada; todo mundo é igual, todo mundo tem a mesma importância, as pessoas não são obrigadas a se amarem, mas são obrigadas a conviverem da melhor maneira possível e, principalmente, sem bobeiras. Viva as diferenças? Ainda não posso dizer isso concretamente, não sei se penso isso (pode até soar como ignorância da minha parte, por isso mesmo que eu digo que eu não me basto e tenho muito para aprender)...mas que morram as bobeiras!

Monday, March 05, 2007

Discordar pra quê?

Às vezes fico me perguntando o porquê dos consensos serem tão inatingíveis; como pessoas teoricamente parecidas, com o mesmo tipo de vida, mesmo interesse profissional, mesma vontade de mudar o mundo, conseguem encontrar tanta coisa pra discordar. De vez em quando são bobagens inenarráveis, outras vezes são pontos de vista diferentes e relevantes sobre alguma coisa de interesse geral (não geral do mundo, talvez geral pros estudantes do quinto semestre de jornalismo). Não sei se sei conviver muito bem com as diferenças, o preconceito com pessoas que não tem a mesma realidade que eu é muito forte, e isso não quer dizer que essas pessoas não tenham coisas bacanas pra falar! Surpreendo-me comigo mesma: uma pessoa tão tranqüila, tão acima de tudo isso, tão moderna...não passo da linha da mediocridade; as pessoas que tem realmente alguma coisa pra falar e querem mudar o mundo de verdade tem que ser mais do que medíocres. Rico, pobre, preto, branco, amarelo, feio, bonito...todo mundo tem alguma coisa pra dizer, o difícil é quem é diferente escutar isso...acho que nem todo mundo quer mudar o mundo, alguns querem só pensar que não podem fazer nada pra que isso aconteça, e discordar com o diferente só pra não deixar o outro “ganhar a luta verbal”. Das discordâncias com sentido pode sair alguma coisa melhor pra todo mundo, mas é mais fácil continuar no mundo da ignorância, em que as diferenças falam mais alto do que as melhorias, as idéias, a discussão de pontos de vista diferenciados. É, tenho realmente muito pra aprender.

 
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